Ragge California

Ragge no porto do RJ

Foto histórica enviada pelo Paulo Roberto D´Abreu Pereira: o carioca Ragge California no porto do Rio de Janeiro em 1986, prestes a embarcar para os EUA. O Paulo nos conta um pouco dessa história:

“Em 1987 o Julio Silla (o “pai” do Ragge) resolve alavancar o seu negócio, e assim começamos a trabalhar em parceria, fábrica e agência de publicidade (Prancha – DAP). Passamos então do planejamento à ação: 

– Definir nome do novo modelo como California, um veículo mais bem acabado, completo , – corrigir imperfeições de acabamento interno e externo dos primeiros Ragge.

– Criar um projeto de programação visual para os novos carros que deram a imagem personalizada ao veículo, desde a palheta de cores standard para a nova linha, como todo o padrão de acabamentos internos.

– Otimizar o fornecimento de peças de outros fabricantes, – conseguir certificação do principal fornecedor a Volkswagen, e por vaí…

Sobre participação específica de Paulo Roberto d´Abreu Pereira e de Aldemar d´Abreu Pereira – Sócios das Agencias de Publicidade Prancha e DAP sendo ambos designers, publicitários e diretores de arte de formação. Nossa atuação na conta Ragge Industrial sempre foi de atendimento global às necessidades do cliente. Naqueles anos, até pra California viajei trabalhando na assessoria do projeto Ragge, apresentamos o veículo em diversos pontos de venda e divulgação aqui e no exterior. O SEMA Show 1987 em Las Vegas foi um deles. Eu particularmente, por ser amante do automobilismo desde sempre, criei todo o projeto de programação visual do California e Long Beach. A logomarca Ragge era de autoria do Julio Silla e foi redesenhada, mas a marca California foi de minha autoria e Long Beach foi de Aldemar. Além da programação visual dos carros, desenhei as formas básicas e detalhadas do Long Beach.”

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O trabalhador brasileiro – Flagra nº 001

Belina

Lá vai a Belina com duas escadas sobre o bagageiro, pronta para trabalhar em pleno sábado: entre todos os automóveis nacionais, acredito que nenhum outro sofra tanto quanto esses velhos Fords, já que estão quase todos pegando no batente, em condições operacionais ou não.

Valor acessível, mecânica simples e robusta, baixo custo operacional, poucos mecanismos complexos (peça que não existe não quebra) e componentes facilmente encontrados a pronta entrega em qualquer loja de autopeças, em todo o País. O carro que coloca pão na mesa de marceneiros, pintores, gesseiros e outros profissionais que não abrem mão de confiabilidade e boa capacidade de carga.

Flagrante registrado em 24/01/2015,
esquina da ruas Bom Pastor x Rua Lord Cockrane,
Ipiranga, São Paulo-SP.

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Clássicos Brasil 2015

classicos BR

Há muito aguardava a 1º edição do Clássicos Brasil, primeiro (salvo engano) evento de antigos realizado em 2015: restrito aos exemplares fabricados em terras brasileiras, cerca de 150 automóveis antigos foram exibidos com toda a pompa e circunstância no Clube Hípico de Santo Amaro, local que se mostrou muito adequado para a realização de futuras edições do evento.

O Fabio Steinbruch deve estar orgulhoso com a homenagem: que venha a 2º edição em 2016!

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Dois Cadillacs em Le Mans – 1950

Nem todos conhecem a história, mas ela merece o relato: em 1950 o experiente piloto Briggs Swift Cunningham decidiu levar dois Cadillacs para competir nas 24h de Le Mans.

O primeiro carro era um Coupe de Ville completamente original, que recebeu um conta-giros de escala horizontal estilo Moon montado na coluna de direção e um termômetro de óleo. Classudo, esnobava suas toneladas e cromados pela tradicional prova francesa.

O segundo carro pouco se assemelhava a um Cadillac: era um protótipo desenvolvido pelo engenheiro aeronáutico Howard Weinman, com aerodinâmica estudada em túnel de vento. O resultado final foi uma carroceria larga, baixa e levíssima, toda construída em alumínio, mas sem qualquer compromisso com a estética: era tão feio que a imprensa francesa o batizou de “Le Monstre”.

A prova começou de uma maneira nada usual: após a largada (em estilo Le Mans), o piloto percebeu que a porta do Coupe de Ville estava trancada. Afobado, perdeu o tempo da segunda marcha e passou o resto da prova trafegando em terceira. O Le Monstre por sua vez rodou, ficou preso na brita e só voltou depois de perder algumas voltas.

Mas o resultado final foi muito bom: o Coupe de Ville chegou em 10º e o Le Monstre em 11º, prova de que o que realmente conta é a regularidade.

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Erwin Kommenda, o “pai” do Fusca.

Está aí um dos carros mais bem desenhados da história, com exceção dos vidros planos, porque os vidros curvos ainda não eram acessíveis naquela época. Mesmo assim, não há nada que quebre a harmonia de linhas e formas. Muito além de suas qualidades mecânicas, essa harmonia teve a sua parcela de importância na longevidade do carro.

É um desenho tão perfeito que as pessoas não se acostumaram a ele, eles apenas o aceitaram e apreciaram tanto consciente quanto sub-conscientemente, foi isso que fez do carro um verdadeiro sucesso. A engenharia é crédito do Professor Ferdinand, mas as linhas são obra de Erwin Kommenda, principal colaborador da Porsche de 1930 até 1966. Pai do Fusca, do 356, do 550 e chegou a trabalhar no projeto do 911.

Neste desenho (janeiro de 1936), vemos claramente os vincos bem marcados de ponta a ponta da carroceria, um toque de genialidade que conferia maior resistência aos painéis metálicos com emprego de uma quantidade menor de aço, evitando torções e deixando o veículo mais leve. Salvo pequenas alterações, esses vincos permaneceram no Fusca até o fim da produção mexicana, em 2003. Capô e linha de cintura bem nítidos, praticamente inalterados.

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Toyota elétrico no Ring

A Toyota Motorsport GmbH estabeleceu um novo recorde para carros elétricos em Nurburgring,: impressionantes 7:47.794. Cabe aqui uma observação do Bruno Kussler: o novíssimo Lexus LFA fez a volta em 7:22.85 e o Pagani Zonda S em 7:44.

Muitos dirão que boa parte do sucesso se deve ao chassi fabricado pela Radical, mas a técnica é realmente muito boa: dois motores elétricos que produzem 375 hp e impressionantes 81,6 m.kg, capazes de levar o protótipo de 970kg a 260 Km/h.

Não simpatizo com carros elétricos, mas gostei, é um grande feito.

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Tem mas acabou…

A boa notícia: agora importado do México (e não mais da Polônia), o Fiat 500 beneficia-se da isenção do imposto de importação e passa a ser disponível a partir de R$ 39.990 (versão Cult 1.4, com câmbio manual).

A má notícia: a versão de entrada Cult 1.4 com câmbio manual não está mais disponível, pelo menos por enquanto:. Alguns concessionários dizem que já venderam todo o volume previsto e por isso mencionam apenas as versões Sport Air e Lounge Air, mais caras.

Chego à conclusão de que a Fiat atingiu o seu objetivo, que era o de colocar o 500 na boca do povo. Só espero que agora ela dê conta de atender à demanda, pois os consumidores parecem realmente motivados a comprar o pequeno Fiat e quando dão de cara com a falta do produto almejado acabam por comprar um carrinho bonitinho de outra marca.

Que façam logo uma lista de espera, com prazo razoável, não superior a 60 dias. Do contrário, o tiro corre o risco de sair pela culatra.

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