Grandes amigos: Rodrigo Leite

O post de hoje é dedicado ao jornalista Rodrigo Leite, um grande amigo que, assim como todos nós, tem gasolina correndo nas veias e graxa debaixo das unhas.

Rodrigão em Berlim, momentos antes de cravar 259,2 Km/h no Porsche 911 Carrera 4S
Rodrigão em Berlim, momentos antes de cravar 259,2 Km/h no Porsche 911 Carrera 4S

Outro dia desses estávamos conversando a respeito dos fatores que foram determinantes em nossas vidas para despertar o entusiasmo por automóveis.

Isso mereceu até um post no blog AUTO Entusiastas, onde comentei a respeito da minha paixão pela Mercedes W116. O Rodrigo leu o post e gostou muito, mas disse que não seria capaz de falar a respeito de si mesmo.

Falei que isso era bobagem e o desafiei a escrever sobre o assunto. Depois de alguns dias o Rodrigo me apareceu com esse texto:

“Digo que minha paixão automotiva foi surgiu muito, mas muito cedo. Tenho fotos minhas, do lado do Fusca de meu pai, aos 3 anos (1984), já com ferramentas em mãos.

Assim nasce um entusiasta...

Assim nasce um entusiasta: Rodrigo e o Fusca 1975

Lembro quando tinha apenas cinco anos, quando meu pai trocou seu Corcel II por um Del Rey GL 1986, zero quilômetro. Lembro do momento que entrei no carro pela primeira vez e do tempo que fiquei apreciando, de uma janela superior, o mar de branco do teto e capô daquele que era o primeiro carro “0km” a entrar em nossa garagem. Mesmo com a pouquíssima idade, gravei bem a placa: PU 5914, como era a marcação daquela época. Junto a ele na garagem, repousava um singelo Fusca 1975, o carro de minha mãe. Já conto mais sobre esse carro.

O tal Fusca 1975

O Fusca 1975 em sua última restauração: pintura completa, vidros verdes elétricos com térmico traseiro, suspensão e partes estruturais revistas e motor 1500 novo.

Um vizinho meu  tinha um carro que era surpreendente, ao menos para mim – um leigo de automóveis na época. Um Miura, branco pérola, com todos seus neons e sintetizadores de voz, completíssimo. Ficava horas olhando aquele carro, e fiquei realmente triste quando ele deu lugar a um Kadett GSI conversível, também branco.

E o tempo passou, e a quantidade de carrinhos em minhas garagens de brinquedo também. Nada de Matchbox, já entrei na era dos “made in China” e dos HotWheels feitos no Brasil. Meu primeiro radio-controlado, que está comigo até hoje, foi um Pegasus, dourado, que piscava as setas e tinha até suspensão independente, nos tempos áureos da Estrela.

Brinquei muito de carrinhos – e até hoje me pego brincando com os carrinhos do meu filho. Fui crescendo e minha fúria por leitura automotiva também. Comprava praticamente todas as revistas de carros que tinham na banca e, ainda insaciado, recorria a sebos, buscando tesouros da década de 70.

O Fusca em sua primeira fase, quando Rodrigo tinha apenas 15 anos: rodas de Gol GT, faróis de milha e toca-fitas Bosch Rio de Janeiro, com dois auto-falantes Arlen de 10 polegadas no bagagito.

O Fusca em sua primeira fase, quando Rodrigo tinha apenas 15 anos: rodas de Gol GT, faróis de milha e toca-fitas Bosch Rio de Janeiro com auto-falantes Arlen.

Com 11 anos, meu pai realizou um enorme sonho de infãncia. Ganhei um Mini bugue! Aquele, “meu primeiro carro”, era tratado a pão de ló. Lavado, encerado, tinha até som! A garagem de casa aumentava, mudava, mas um dos carros nunca saia de lá. O Fusquinha 1975.

Certo dia, esse carro virou meu. Gastei o que não tinha, e o que meu pai também não tinha, para deixá-lo do meu jeito. Som, rodas, pintura, deixei-o com a minha cara de fato. Era meu companheiro, meu cúmplice, dos primeiros namoros sobre rodas, e das primeiras multas também. Chorei como criança na primeira batida e chorei quando o vendi, pela necessidade de um carro novo, para levar meu filho que acabava de nascer.

O Fusca "Rodriguizado", após a 1ª Restauração: carroceria raspada na chapa, pára-lamas, capô e tampa traseira substituídos. Suspensão catracada com amortecedores TAG e rodas Momo Extreme aro 16 com pneus Toyo. No interior, CD Player e equalizador Pioneer, amplificadores Fosgate e bancos Recaro.

O Fusca após a 1ª restauração: carroceria raspada na chapa, pára-lamas, capô e tampa traseira substituídos, suspensão catracada com amortecedores TAG e rodas Momo Extreme aro 16 com pneus Toyo. No interior, CD Player e equalizador Pioneer, amplificadores Fosgate e bancos Recaro.

O resto da história é quase o que me vejo hoje: um automotivo jornalista, que provavelmente não sabe escrever sobre outro assunto. Tão pouco sobre si mesmo.”

7 Comentários

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7 Respostas para “Grandes amigos: Rodrigo Leite

  1. Rodrigo Leite

    Valeu pela classificação de grande amigo Bitu! E continuo achando que não sei escrever sobre mim…rs

    • Uma vida construída e direcionada sempre no mundo das quatro rodas. Esse é o Rodrigo. Uma excelente pessoa e ótimo profissional. Fica registrado os meus votos de eterno sucesso!
      Do seu amigo Rafa GTO!

  2. Carlão!!!

    Me Lembro bem, principalemente do Mini-Bugue!!
    kkkk

    Várias histórias!!!

    Abraços

  3. Dominique Fanin

    A melhor publicação que já li, apesar de conhecer a história. Fiquei emocionada ao ver que não sou a única a achar interessantíssima a vida (e, principalmente, a pessoa) do senhor Rodrigo Leite. Ele merece todo o reconhecimento do mundo; excelente profissional e “O AMIGO”!

    E… confeti pra vc, Rô!

    Parabéns pelo post, Felipe Bitu.

  4. Luana

    Confesso que o Ro ficou bem ansioso por esse post! |Dedo-duro mode-on|

    Com muita razão!!!

    Parabéns, Bitu!
    … e vão ser preciso mais tópicos. A história do grande entusiasta Rodrigo Leite nunca acaba, multiplica-se a toda hora!
    Esse tem história automotiva pra contar viu?

  5. Gilian Bertoni

    bela história!

  6. Rô, muito legal conhecer melhor a sua história. Um beijo, Simone

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