Charles Bronson era Opaleiro

Desde moleque sempre admirei os personagens de Charles Bronson (nome artístico de Charles Dennis Buchinsky, 1921-2003) . Tudo começou com o Paul Kersey da série “Desejo de Matar”. Era a coisa mais divertida do mundo quando o pacato cidadão comum norte americano enfiava bala nos bandidos.

Paul Kersey matava sem dó. Que mané direitos humanos o que...

Paul Kersey matava sem dó. Que mané direitos humanos o que...

Fiquei mesmo muito fã do cara. Comecei a estudar toda a sua filmografia e descobri que durante toda a vida ele sempre foi um ator especializado em interpretar caras “durões”, seja em blockbusters ou “b-movies”. O orçamento da produção pouco importava, o que realmente importava era a presença de Bronson.

Por ser um cara extremamente feio, o sucesso demorou a aparecer. Atuando como ator desde 1951, o estrelato só veio em 1960, quando interpretou o pistoleiro Bernardo O’Reilly em “Sete Homens e um Destino”. Bronson ainda estava no segundo escalão, atrás de figurões como Yul Brynner e Steve McQueen, mas já dava sinais claros do tipo de personagem que iria encarar para o resto de sua vida.

Bronson como Bernardo O'Reilly em "Sete Homens e um Destino" (1960)

Bronson como Bernardo O'Reilly em "Sete Homens e um Destino" (1960)

Entretanto, o ápice de sua carreira viria apenas em 1968, quando interpretou o misterioso Harmonica em “Era uma Vez no Oeste”. O western spaghetti de Sergio Leone reunia um time de estrelas como Henry Fonda, Jason Robards e Claudia Cardinale, mas quem de fato se destacava era Bronson (mentira, quem se destacava mesmo era a deliciosa Claudia Cardinale, na flor da idade). Definitivamente, é um dos meus filmes favoritos.

Henry Fonda e Charles Bronson em "Era uma Vez no Oeste"

Henry Fonda e Charles Bronson em "Era uma Vez no Oeste" (1968)

Nos anos 70, Bronson começou a deixar de interpretar pistoleiros de western, que deram lugar a personagens contemporâneos como Arthur Bishop em “O Mecânico” (1972). Neste filme Bronson interpreta um matador de aluguel a serviço da máfia e com certeza deve ter despertado a ira dos alfistas ao empurrar um Alfa Romeo Giulia precipício abaixo com a ajuda de um buldozer.

Eu achava que conhecia todos os filmes de Charles Bronson até me deparar com Kalter Schweiis (Cold Sweat), uma produção franco/italiana de 1970 que seria apenas mais um “b movie” na carreira de Bronson se não fosse por um pequeno detalhe: a presença de um velho conhecido nosso.

Opel Commodore: um Rekord mais luxuoso e potente.

Opel Commodore: um Rekord mais luxuoso e potente.

Neste filme, Bronson surge guiando um Opel Commodore GS/E, nada mais nada menos que um Opel Rekord mais luxuoso e potente: equipado com um motor de seis cilindros de 2490cc e injeção eletrônica, desenvolvia saudáveis 150 cavalos e 20m.kgf de torque, o bastante para levar este “Opala” à velocidade máxima de 195 Km/h.

Digo “Opala”, pois para quem não sabe o Opel Rekord é o “pai” do nosso Chevrolet Opala, aquela historinha básica que todo mundo já sabe de cor e salteado. Mas acho importante frisar isso aos não-iniciados, afinal de contas, ninguém nasce sabendo de tudo e este blog é dedicado aos leigos também.

Bronson descendo a lenha no "Opalão".

Bronson descendo a lenha no "Opalão".

Para quem quiser conferir a cena de perseguição do filme, basta clicar no link abaixo. Não é digna de comparação a outras perseguições como a de “Bullitt” ou “Ronin”, mas já começa com um divertido punta tacco de Bronson:

Divirtam-se! Afinal de contas, Charles Bronson poderia até não ser Opaleiro, mas com certeza se divertiu um bocado!

18 Comentários

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18 Respostas para “Charles Bronson era Opaleiro

  1. bah, que afudê, charles opaleiro uhauhauha, mas opala com injeção é dose hein? levaria mais 20 anos para chegar nas terras tupiniquins.

  2. Pingback: Charles Bronson, ator e opaleiro! | Ater Internet: Empresa de webdesign

  3. Magnus

    Aquele bigodinho de trocador descendo o desfiladeiro deixa claro: é um opala. aoushdoaushd

  4. Charles Bronson eterno, Chevrolet Opala eterno!

    Abraços.

  5. Reza a lenda que, quando em visita ao Brasil nos anos 70, ele exigiu um cupê 250 S para usar durante sua estadia. E levou o cupê prá casa… Ele era um bom ator, mas péssimo piloto de Opala.

  6. Felipe, é lenda mesmo!!! Isso é historinha de Zé Mahar que diz que “macho precisa de carro de macho.”.. mas que ia ser do grande cacete ver um pega entre esses dois, ah isso ia…
    Obrigado por me permitir participar!!
    Abraço

    • felipebitu

      Eu sei que é lenda, hahaha… Nunca ouvi falar de um registro de Mr. Bronson no Brasil.

      Mas pode ser que ele fosse amigo do Mahar, afinal de contas, pra quem já comeu a Demi Moore ser amigo do Bronson não é nada!

  7. Moa

    AEheAhuaeHUeaehuae

    Bronson era o cara…. pilota mais q o Chuck Norris UAEHuhAEuhAEUEUAuAE

    Punta taco fantastico hein😀

  8. Ué, foi ela?!?! Achava que tinha sido a Brooke Shields in the old good days…Ele tá mentindo ou prá mim ou prá você!!!!!

  9. Luiz

    Na época de “Sete homens e um destino” (The magnificent seven) não só Charles Bronson era obscuro. Steve McQueen e James Coburn também eram praticamente desconhecidos. Famoso ali só Yul Bryner. Quanto ao “Opala” de Bronson, lembro de uma oficina no Rio transformando o carro de um cliente, um Opel, em um Opala. O carro estava com uns podres e não existia a lataria germânica. Virou um pseudo Opala…

  10. Luiz

    Mahar comeu a Demi Moore? Então, no Brasil, foi ele e Pedrinho Aguinaga.

  11. Luiz

    Pra fazer a sequência da descida pirambeira abaixo devem ter acabado com uns 20 Opels…

    • felipebitu

      Diz o Bird Clemente que a suspensão dianteira desse Commodore era mais forte que a do Opala, inclusive foi essa suspensão (com freios a disco e tudo mais) que ele usou no Opala que usou pra correr nas 24 Horas de Interlagos de 1970.

  12. DELEGADO SÉRGIO PARANHOS FLEURY FILHO (DOPS)

    É bem provável, já que americano não sabe projetar suspensão de carros. O Corvette só deixou de ser uma carroça com eixo-rígido quando a Opel meteu o bedelho no projeto de suspensão do mesmo. Resultado: campeão mundial da FIA-GT, ALMS e uma série de corridas de turismo mundo à fora.

  13. Luiz

    Na verdade, ao contrário da Ford, que acreditava no prestígio trazido por vitórias internacionais, a GM nunca apoiou esse tipo de competição. Pelo contrário. Só foram ver a luz nesses últimos anos, e a Corvette fez belo papel em Le Mans. Talvez um pouco tarde demais, com a falência arfando no cangote…

  14. Pingback: Charles Bronson era Opaleiro - Parte 2 « Felipe Bitu

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