Dois Cadillacs em Le Mans – 1950

Nem todos conhecem a história, mas ela merece o relato: em 1950 o experiente piloto Briggs Swift Cunningham decidiu levar dois Cadillacs para competir nas 24h de Le Mans.

O primeiro carro era um Coupe de Ville completamente original, que recebeu um conta-giros de escala horizontal estilo Moon montado na coluna de direção e um termômetro de óleo. Classudo, esnobava suas toneladas e cromados pela tradicional prova francesa.

O segundo carro pouco se assemelhava a um Cadillac: era um protótipo desenvolvido pelo engenheiro aeronáutico Howard Weinman, com aerodinâmica estudada em túnel de vento. O resultado final foi uma carroceria larga, baixa e levíssima, toda construída em alumínio, mas sem qualquer compromisso com a estética: era tão feio que a imprensa francesa o batizou de “Le Monstre”.

A prova começou de uma maneira nada usual: após a largada (em estilo Le Mans), o piloto percebeu que a porta do Coupe de Ville estava trancada. Afobado, perdeu o tempo da segunda marcha e passou o resto da prova trafegando em terceira. O Le Monstre por sua vez rodou, ficou preso na brita e só voltou depois de perder algumas voltas.

Mas o resultado final foi muito bom: o Coupe de Ville chegou em 10º e o Le Monstre em 11º, prova de que o que realmente conta é a regularidade.

FB

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Erwin Kommenda, o “pai” do Fusca.

Está aí um dos carros mais bem desenhados da história, com exceção dos vidros planos, porque os vidros curvos ainda não eram acessíveis naquela época. Mesmo assim, não há nada que quebre a harmonia de linhas e formas. Muito além de suas qualidades mecânicas, essa harmonia teve a sua parcela de importância na longevidade do carro.

É um desenho tão perfeito que as pessoas não se acostumaram a ele, eles apenas o aceitaram e apreciaram tanto consciente quanto sub-conscientemente, foi isso que fez do carro um verdadeiro sucesso. A engenharia é crédito do Professor Ferdinand, mas as linhas são obra de Erwin Kommenda, principal colaborador da Porsche de 1930 até 1966. Pai do Fusca, do 356, do 550 e chegou a trabalhar no projeto do 911.

Neste desenho (janeiro de 1936), vemos claramente os vincos bem marcados de ponta a ponta da carroceria, um toque de genialidade que conferia maior resistência aos painéis metálicos com emprego de uma quantidade menor de aço, evitando torções e deixando o veículo mais leve. Salvo pequenas alterações, esses vincos permaneceram no Fusca até o fim da produção mexicana, em 2003. Capô e linha de cintura bem nítidos, praticamente inalterados.

FB

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Toyota elétrico no Ring

A Toyota Motorsport GmbH estabeleceu um novo recorde para carros elétricos em Nurburgring,: impressionantes 7:47.794. Cabe aqui uma observação do Bruno Kussler: o novíssimo Lexus LFA fez a volta em 7:22.85 e o Pagani Zonda S em 7:44.

Muitos dirão que boa parte do sucesso se deve ao chassi fabricado pela Radical, mas a técnica é realmente muito boa: dois motores elétricos que produzem 375 hp e impressionantes 81,6 m.kg, capazes de levar o protótipo de 970kg a 260 Km/h.

Não simpatizo com carros elétricos, mas gostei, é um grande feito.

FB

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Tem mas acabou…

A boa notícia: agora importado do México (e não mais da Polônia), o Fiat 500 beneficia-se da isenção do imposto de importação e passa a ser disponível a partir de R$ 39.990 (versão Cult 1.4, com câmbio manual).

A má notícia: a versão de entrada Cult 1.4 com câmbio manual não está mais disponível, pelo menos por enquanto:. Alguns concessionários dizem que já venderam todo o volume previsto e por isso mencionam apenas as versões Sport Air e Lounge Air, mais caras.

Chego à conclusão de que a Fiat atingiu o seu objetivo, que era o de colocar o 500 na boca do povo. Só espero que agora ela dê conta de atender à demanda, pois os consumidores parecem realmente motivados a comprar o pequeno Fiat e quando dão de cara com a falta do produto almejado acabam por comprar um carrinho bonitinho de outra marca.

Que façam logo uma lista de espera, com prazo razoável, não superior a 60 dias. Do contrário, o tiro corre o risco de sair pela culatra.

FB

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Champions Forever

Enviado pelo Arnaldo Keller.

Se você gosta de Fórmula 1, não deixe de assistir:

http://vimeo.com/17632646

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Frank Zappa & The Mothers Of Invention

In The Sky- 1968

We’d like to thank the people of the BBC, for giving us the chance to do some of the things on television here that they would never let us do in the United States…”


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“Death makes angels of us all”


A notícia é de sexta-feira, mas só estou postando hoje por motivos pessoais: Jim Morrison foi “perdoado” pelo conselho de clemência da Flórida pelo ato de “exposição indecente”, que supostamente ocorreu em um concerto realizado no estado em 1969.

Musicalmente falando, sempre curti Jim Morrison, tanto como compositor quanto como vocalista de uma das bandas mais legais e influentes de sua geração. Mas essa idolatria disfarçada enche o saco: perdão póstumo quase 40 anos depois da morte do cidadão soa como total falta do que fazer por parte de um governador de estado em fim de mandato.

De qualquer maneira, ele acertou a profecia: Death makes angels of us all, and gives us wings where we had shoulders, smooth as raven’s claws”.

40 anos depois, mas acertou.

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