Nem todos conhecem a história, mas ela merece o relato: em 1950 o experiente piloto Briggs Swift Cunningham decidiu levar dois Cadillacs para competir nas 24h de Le Mans.
O primeiro carro era um Coupe de Ville completamente original, que recebeu um conta-giros de escala horizontal estilo Moon montado na coluna de direção e um termômetro de óleo. Classudo, esnobava suas toneladas e cromados pela tradicional prova francesa.
O segundo carro pouco se assemelhava a um Cadillac: era um protótipo desenvolvido pelo engenheiro aeronáutico Howard Weinman, com aerodinâmica estudada em túnel de vento. O resultado final foi uma carroceria larga, baixa e levíssima, toda construída em alumínio, mas sem qualquer compromisso com a estética: era tão feio que a imprensa francesa o batizou de “Le Monstre”.
A prova começou de uma maneira nada usual: após a largada (em estilo Le Mans), o piloto percebeu que a porta do Coupe de Ville estava trancada. Afobado, perdeu o tempo da segunda marcha e passou o resto da prova trafegando em terceira. O Le Monstre por sua vez rodou, ficou preso na brita e só voltou depois de perder algumas voltas.
Mas o resultado final foi muito bom: o Coupe de Ville chegou em 10º e o Le Monstre em 11º, prova de que o que realmente conta é a regularidade.
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